segunda-feira, 22 de maio de 2017

Brasil...


   O momento que vivemos em nosso país é muito delicado - disso, acho que ninguém duvida. Independente das verdades, ou inverdades, que circulam, o embate das forças políticas nacionais está promovendo instabilidade econômica e social. Esse certamente será um tema que frequentará este blog. Por enquanto, queria apenas registrar uma frase citada pelo procurador-geral Rodrigo Janot, de autoria do ex-governador da Bahia Octávio Mangabeira:

"Quanto mais lamentável for a situação do país, mais estaremos no dever de não perder a fé no seu destino".

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Feliz 2017!!!!


   É costume, no Brasil, dizer que o ano só começa após o carnaval. Mas eu não precisava esperar tanto tempo assim, não é? Rsss
   Fato é que esse ano ainda não começou direito para mim. Após um susto no final de 2016, minha mãe foi internada em 09 de janeiro de 2017, e, desde então, praticamente tem estado nesta condição. Só saiu durante um pequeno período, em fevereiro.
   Com a cabeça voltada para a recuperação dela, tem sobrado menos tempo para ler e registrar algumas ideias. 
   Mas eu acho que já é tempo de voltar à diversão. 
   Então... Feliz 2017!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ainda no mesmo festival...


   ... temos a doce guitarra de Lee Ritenour e o fantástico teclado de Dave Grusin.
   Muito show...!!!!
    Nesse vídeo há uma coisa que, para mim, é uma novidade extrema: um baixo de sete cordas. Além do usual, com quatro, já vi de cinco e, no máximo, de seis cordas. Mas de sete?!?!? Aí, só o violão do Dino Sete Cordas. Rssss

Spyro Gyra


   Quem curte Jazz Fusion vai ficar louco com a apresentação da banda americana Spyro Gyra no Java Jazz Festival de 2013. O vídeo está disponível no You Tube.
   É imperdível! Lá vai o link: https://www.youtube.com/watch?v=qLu_FOa1S_c
   Só para lembrar que a banda é de meados dos anos 1970... e o show em questão é de 2013!!!!! 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Mês de comemorações múltiplas


   Novembro chegou... e, com ele, os dias:
   
   - 17 : Dia Mundial da Filosofia (terceira quinta-feira do mês);
   - 19 : aniversário deste blog (Oito aninhos, hein!)
   - 21 : meu aniversário; e
   - 24 : aniversário do nosso querido Baruch Spinoza.

   Haja cerveja para comemorar. Rsss

Liberal, Libertário e Neoliberal (2)


    Prosseguindo...
   Se imaginarmos que o liberal, em seu sentido clássico, quer um Estado mínimo, não descartamos desta linha um "liberal igualitário", como John Rawls, por exemplo, que admite uma certa ingerência estatal a fim de garantir direitos sociais considerados essenciais. É lógico que, neste caso, o "Estado Mínimo" já não será tão mínimo assim. 
   Antes de falar do "libertário", façamos uma pequena digressão em relação ao termo "liberal".
   Na Europa, "liberal" tem mais a conotação positiva de alguém preocupado com as liberdades individuais, enquanto nos EUA há uma visão negativa em relação ao termo, como se este representasse alguém que tem menos cuidado com o dinheiro dos impostos ao dar-lhe um destino mais social que retributivo, ou seja, define alguém que preza mais o aspecto social que o individual.
   Dito isto, podemos passar ao "libertário" como uma definição que leva em conta uma oposição ao "liberal" neste sentido "americano" do termo. Se o liberal aceita a aplicação social dos tributos, o libertário a rejeita.
   Assim define Will Kymlicka o "libertarismo", em Filosofia política contemporânea:
   "Os libertários defendem as liberdades do mercado e exigem limitações ao uso do Estado para a política social. Portanto, eles se opõem ao uso de esquemas de tributação redistributiva para implementar uma teoria liberal de igualdade. [...] Portanto, não há nenhuma educação pública, nenhuma assistência médica pública, transporte, estradas nem parques. Todos eles envolvem a tributação coerciva de algumas pessoas contra a sua vontade [...] [e] a única tributação legítima é a que se destina a levantar receitas para manter as instituições de fundo necessárias para proteger o sistema de livre troca - por exemplo, o sistema de polícia e o de justiça [...]"
    Só falta o "neoliberal"... 

Não-eleitor (2)


   Voltando à questão dos não-eleitores, trago dados específicos para pensarmos. 
   Em Niterói, cidade próxima à capital do Estado do Rio de Janeiro, e que já foi capital no passado, as eleições de 2004 e 2008 contaram com 22% de abstenções, votos nulos e votos brancos. Já em 2012, esse número subiu para 34%, e, agora em 2016, nova subida para 40%.
   Em relação a estas duas últimas eleições, há uma curiosidade maior. O número de abstenções quase foi o mesmo nas duas eleições - 82.749, agora, e 82.779, em 2012. Como a base de eleitores caiu, de 382 mil para 370 mil, percentualmente houve um aumento nas abstenções, embora nominalmente elas tenham caído. Mas o dado mais interessante é o aumento, até nominal, dos nulos e brancos - de 48 mil, em 2012, para 65 mil, agora em 2016. Ou seja, aumentou em aproximadamente 35% o número de pessoas que só foram às urnas para dizer que não queriam nenhum dos dois candidatos à Prefeitura no segundo turno.
   Tá aí... esse me parece um modo mais cidadão de indicar o descontentamento: ir e dizer "Não voto em nenhuma das opções!". Em termos práticos, nenhum dos três (o das abstenções, dos nulos e dos brancos) é eleitor e alguém segue sendo escolhido para o cargo, mas simbolicamente me parece muito mais representativo cumprir o direito/dever de ir ao local de votação e registrar "por escrito" seu descontentamento.