Na segunda parte de O Mundo como Vontade e Representação, Schopenhauer fala sobre o espírito filosófico, que se espanta/admira diante do quotidiano, buscando investigar, então, mesmo aquilo que não suscita a curiosidade das demais pessoas.
Ao final de sua análise, ele escreve algo muito interessante, que está absolutamente conforme sua descrição anterior, mas que, em certa medida, contraria o senso comum. Diz ele:
"Quanto menos um homem é inteligente, menos mistério tem para ele a existência".
Seria bom entender o "inteligente", não necessariamente como uma capacidade inata, mas sim como uma espécie de resultado do exercício do intelecto.