É interessante como Delahunty, no livro citado no post anterior, faz críticas a Spinoza, mas, ainda assim, se mostra totalmente "fã" da filosofia do holandês.
Primeiro, baseado numa crítica de Jerome Neu, Delahunty apresenta as dificuldades que aparecem ao considerarmos diversas passagens que envolvem a classificação das emoções em ativas e passivas. Ao fechar o item "The passions", na página 236, o comentador escreve: "These four difficulties seem to me to tell, not so much against my reading of Spinoza, as against Spinoza himself".
Se isso poderia levar Delahunty a questionar a filosofia spinozana como um todo, não é o que efetivamente acontece. No Capítulo VIII (Freedom and Reason), na página 255, por exemplo, vejamos o que ele diz: "Part IV of the Ethics presents a picture of the life of the Spinozist sage, the 'free man'. [...] The picture we are given is as beautiful and as impressive as anything of its kind in philosophy; it can be compared with Aristotle's study of the 'great-souled man', which it seems intended to rival (Nichomachean Ethics, IV, Section 3)."
Bonito e admirável, hein!!!