quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O onipresente Spinoza


   Na revista Veja da semana passada - número 01 deste ano -, que tem como reportagem de capa a capacidade de o Brasil atravessar "o tempestuoso 2015", a Epígrafe da Semana dizia: "A pretexto das expectativas, as otimistas e as pessimistas, para a economia brasileira no ano que se inicia", e apresentava a seguinte citação: "Não há esperança sem medo, nem medo sem esperança", do nosso tão querido Spinoza.
   Esse holandês não é fácil... o sujeito conseguiu tratar até do momento político-econômico do nosso Brasilzão do século XXI!!! Rsss.

A atualidade de Hobbes


   Por conta do meu envolvimento com Spinoza, tenho me aproximado do pensamento de Thomas Hobbes (1588-1679). Em realidade, o filósofo inglês sempre esteve presente nos meus estudos, porém de forma pontual. Era para identificar, por exemplo, no que seu conceito de conatus diferia do de Spinoza, ou para entender as diferenças entre o "estado de natureza" dos dois filósofos. Desta vez, contudo, espero empreender um estudo, senão certamente de um especialista, pelo menos com uma amplitude e  uma profundidade maiores.
   Dito isto, gostaria de citar uma ideia do professor Fernando Magalhães (UFPE) sobre a contemporaneidade de Hobbes, registrada em seu interessante - e leve - 10 lições sobre Hobbes, da Editora Vozes. Escreve o autor, numa ideia que será mais tarde justificada em seu texto: "o Estado pós-moderno descobre o inimigo em seu interior. O terrorismo endêmico é, portanto, uma das manifestações de violência antiestatal. E esta é, sem dúvida, uma das razões principais da atualidade de Hobbes. Relevância que não é pouca diante do tempo histórico". (p. 97)
   Se Hobbes conseguiu captar esse movimento antiestatal baseado no terrorismo, realmente o filósofo seiscentista é mais que atual.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Je suis Charlie! (3)


   No rastro de violência deixado pelo atentado terrorista ao periódico Charlie Hebdo, dois muçulmanos foram figuras emblemáticas: Ahmed Merabet e Lassana Bathily. 
   O primeiro deles era o policial cruelmente executado na calçada, próximo ainda ao prédio do periódico, por um dos irmãos Kouachi. Já o segundo, que se tornou herói sem precisar - ainda bem - virar mártir, talvez tenha um simbolismo ainda maior. Isto porque, sendo funcionário do mercado kosher invadido pelo terrorista Amedy Coulibaly, ajudou diversos clientes judeus que estavam no estabelecimento a se esconderem, diminuindo a possibilidade de serem mortos.
   Vimos, então, o assassinato de um muçulmano por muçulmanos e o auxílio de um muçulmano a judeus, ameaçados por outro muçulmano. Isto mais do que comprova as palavras de Malek Merabet, irmão do policial covardemente assassinado, já que estava ferido e deitado indefeso diante de seus algozes: "Quero me endereçar a todos os racistas, islamofóbicos e antissemitas: não se pode misturar os extremistas e os muçulmanos. OS LOUCOS NÃO TÊM COR OU RELIGIÃO" (Grifo nosso).

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quanta honestidade... no Japão


   Estava assistindo a um curta metragem, com vários estrangeiros que moram no Brasil comentando as diferenças culturais entre os seus países e o nosso. Fiquei espantado com a declaração do japonês. Ele disse que, no Japão, a cédula de votação é preenchida a lápis... Como assim?!?!? Ninguém troca seu voto???? Que país estranho. Lá, até a Política é coisa para gente honesta. Rsss.

Je suis Charlie! (2)


   Ainda bem que já houve uma avalanche de manifestações das autoridades muçulmanas contra o ataque ao periódico Charlie Hebdo. Todas essas manifestações reforçam a ideia de que o Islã não é, em si, uma religião violenta. A má compreensão do jihad por parte de alguns, além obviamente de interesses políticos, tem atrapalhado muito a boa convivência entre "nós" - todos somos "nós", tanto não-muçulmanos quanto muçulmanos.
   Certamente a captura dos terroristas é importante, contudo, penso, mais fundamental ainda é o esclarecimento, por parte dos líderes religiosos islâmicos, sobre o que é verdadeiramente a religião muçulmana, a fim de livrá-la dessa visão extremista.
   Infelizmente, já começamos a ter notícias de que houve agressão a símbolos religiosos islâmicos pelo mundo. Nada incompreensível, mas, de forma alguma, justificável. Não podemos ceder a uma reação impensada e entrar nesse círculo vicioso de violência.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Je suis Charlie!


   É espantoso um novo atentado contra a liberdade produzido por extremistas. Recuso-me, particularmente, a adjetivar os extremistas  simplesmente como "muçulmanos". Mas há que se pensar sobre essa provocada dicotomia "Ocidente" vs. "Islã". 
   Que tal fazermos isso juntos?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Voltando...


   Caros amigos dos amigos, voltei de Marte... Rsss. Embora as viagens espaciais não estejam tão avançadas assim, é bem deste modo que me sinto. Afinal, foi atenção dada a tanta coisa diferente que eu nem consegui me concentrar nos amigos daqui, nem em várias outras coisas que demandavam minha presença.
   Assim, perdemos o Dia da Filosofia de 2014 (20 de novembro), o meu aniversário (21 de novembro), o aniversário do nosso tão caro Spinoza (24 de novembro), o Natal e o Réveillon! Não é pouca coisa, não, hein! Desses aí, o único que ainda dá para salvar é o Ano Novo, visto que ainda estamos bem no começo dele. Deste modo, aí vai o meu "Feliz Ano Novo, amigos!"
   Ufa... começamos 2015.