terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Roberto Da Matta, em "O Globo"

  Roberto Da Matta, famoso antropólogo brasileiro, escreveu há algum tempo em O Globo um texto que começava falando de turismo, mas que, de repente, ganhava uma virada.  As imagens sugeridas são interessantes. Por isso, registro o que ia escrito lá:

  "Agora, viajo para dentro! Faça o exercício. Excursione para dentro de si mesmo. Visite os Estados Unidos dos Recalques, o país daqueles seres e experiências que você tentou expulsar de dentro de si mesmo. Passeie pelas Europas da Paris dos amores frustrados. Visite a Terra de Ninguém das Grandes Broxadas... Não perca o Louvre e o British Museum dos tesouros e inocências perdidos. Aproveite o carrossel, a roda gigante, o show e o picolé que rapidamente derrete de Sexolândia. Compre na maravilhosa Bloomingdale que está dentro de você um último modelo de ressentimento - a chegar em breve ao Brasil. Nestas grandes lojas, aliás, as ingratidões, os ódios e as invejas sempre estão em liquidação e são baratíssimos. Siga, depois, até o país mais aberto do mundo, o do Sofrimento - uma terra igualitária e sem fronteiras. Lá, você pode conferir o volume da sua cachoeira de egoísmo, cretinice e inveja que alimenta o lago do sucesso que você com frequência atribui aos outros. Agora, lembre-se que você precisa de um passaporte devidamente visado para penetrar nos Territórios Tabus e para percorrer o fedorento Pântano da Traição, habitado por jacarés com suas numerosas... máscaras. Só ouse subir até o último andar do edifício das Fantasias Eróticas com a cabeça aberta ou fresca. E só entre na Roma e na Brasília das Promessas Populistas Triunfais de um Brasil Grande, onde cada palavra vale tanto quanto um confete, devidamente vacinado contra a demagogia, o culto de personalidade e a mentira. Mas não se esqueça, querido leitor, de escalar o Monte da Compreensão. No seu topo e num dia claro, você - quem sabe - poderá contemplar sua própria trajetória vendo com clareza os grandes e os pequenos obstáculos. Dali, é possível ver o grande e profundo Oceano do Amor que recebe e devolve todos os nossos impulsos de gratidão, de reconhecimento e de coragem. Essas coisas que transformam o frágil e o transitório nas únicas coisas que interessam a quem se tornou realmente humano".

  Esse "Monte da Compreensão" deve ser tão dífícil de escalar quanto o Everest. Espero que, a cada dia, mais pessoas finquem suas bandeiras pessoais em seu cume. E, a partir de lá, vislumbrando o grande "Oceano do Amor", convençam-se de que é preciso mergulhar de cabeça em suas águas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mais aforismos de Pessoa

  Fala tu, querido Pessoa:

- "O amor é uma amostra mortal da imortalidade";
- "Amar é cansar-se de estar só: é uma cobardia portanto, e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos)";
- "Quem não quiser sofrer que se isole. Feche as portas da sua alma quanto possível à luz do convívio";

  Parece que nosso querido Pessoa estava empolgado com o amor, no primeiro; com desilusão amorosa, no segundo, e decepcionado com os outros, no terceiro. Sobre esse último, eu emendaria o poeta, dizendo que "quem não quiser ser plenamente feliz, também se isole...". Portanto, "o que dá para rir, dá para chorar"!

  Mais alguns:
- "Definir o belo é não o compreender";
- "No fundo, o homem religioso é um hedonista. O instinto religioso geral é um instinto de prazer, de ter tudo resolvido na vida. Deter-se só perante a Verdade é doloroso para o homem. A Realidade é muda e fria";
- "Os sonhos são como a tradução para uma língua de coisas intraduzíveis de outra; ou como a transposição para linguagem - forçosamente confusa ou complicada - de sentimentos vagos ou complexos, que a redacção normal não pode comportar".

  Profundas, essas! Adorei!

  Quem conhece o heterônimo Dr. Gaudencio Nabos? Pois é ele o autor de "Ter estado num naufrágio ou numa batalha é algo belo e glorioso; o pior é que teve de se estar lá para se ter lá estado". Bem brincalhão o Dr. Gaudencio.

  Um viva ao irracionalismo: "Para quem é guiado pelo sentimento, a solução de qualquer questão é fácil". Particularmente, duvido que se fizermos uma pesquisa, chegaremos a essa conclusão.

  Depois escrevo mais!

Spinoza, por Onfray (5)


  Essa sequência de posts está ficando mais comprida que novela da Glória Peres. Portanto, tentarei abreviar um pouco as coisas.

  Ao item que diz respeito à epistemologia spinozana, Onfray dá o nome de "Uma epistemologia existencial". O autor francês nos explica os três gêneros de conhecimento - pela "imaginação" (o "ouvir dizer" mais a "experiência vaga", do Tratado da Correção do Entendimento),  pela "razão discursiva" e pela "intuição" - e indica que essa epistemologia tem efeitos existenciais porque "é uma oportunidade de constatar a existência de um trajeto filosófico que conduz do erro (que sujeita) à verdade (que liberta e gera a beatitude)". Desenvolve, então, sua teoria, explicando que "Dizer que a imaginação - conhecimento do primeiro gênero - gera o erro antropomórfico e a superstição em matéria de religião, mas também o erro das paixões tristes e negativas em matéria de psicologia ou o erro do medo no terreno moral e político, é uma purificação filosófica verdadeira".
  Também acho que há diferença de graus de "verificabilidade" entre os diversos gêneros de conhecimento. E, por isso, em princípio, concordaria que isso nos levaria do erro ao acerto. Entretanto, a coisa não é tão simples como propõe Onfray. Em primeiro lugar, porque Spinoza só mostra uma verdadeira "inadequação" do conhecimento no primeiro gênero, enquanto já o segundo e o terceiro se caracterizariam por serem "conhecimento adequado" (retomando, de certo modo, o tal "conhecimento claro e distinto" de Descartes). Depois, porque Spinoza usa em seus exemplos, nos três gêneros, exemplos que coincidem em resultado, embora se possa questionar o grau de certeza alcançado em cada um deles. E, por último, porque o próprio holandês não indica essa "escala hierárquica"; afirmando mesmo a possibilidade de "convivência" entre os gêneros.
  Acho, então, que a principal mensagem - e essa realmente pode ser libertadora - é que temos que reconhecer o campo de uso de cada um dos gêneros de conhecimento. Para algo banal, como pegar um ônibus, por exemplo, não será preciso fazer um estudo científico, sobre "transporte de massa", no caso, a fim de saber qual linha me levará a determinado local. Bastará perguntar a alguém que tenha competência para fornecer tal informação. O gênero "conhecimento por ouvir dizer" será suficiente. Obviamente, haverá um momento crítico, que será conduzido pela "razão discursiva", que dirá respeito à avaliação da "fonte de conhecimento". Não escolherei, por exemplo, um turista francês para me dizer que ônibus pegar para ir a um bairro do subúrbio do Rio de Janeiro... ainda que, em tese, ele pudesse me dar essa informação de modo correto.
  Talvez então, o principal problema, para o primeiro gênero de conhecimento, seja identificar a fonte "confiável". E, aqui, Spinoza já pode colaborar, pois não devemos simplesmente fiar-nos naqueles que se autoproclamam "autoridades" no assunto. Há que se checar e estabelecer um juízo de valores... bem conduzido, pela "razão discursiva". Atendidos os parâmetros que determinamos para a "confiabilidade" da nossa fonte, passaremos a acreditar nela... mas sempre sabendo que estamos lidando com um conhecimento do primeiro gênero.
  O Dalai Lama diz, sobre alguns conceitos budistas, que "se os fatos comprovarem a inadequação de nossas crenças, substituiremos nossas crenças". Por que ele nos diz isso? Justamente porque está ciente de que a tradição (o "ouvir dizer" spinozano) pode conter dados que refletem algum engano. Detectado o tal engano, não há porque fazer dele um "artigo de fé". Feita a crítica e identificado um maior grau de "certeza" - o que, concordo, é, muitas vezes, problemático - numa outra posição, que se troque nossa opinião.

Xiii, pessoal... acho que terei que continuar no "Spinoza, por Onfray (6)"! Rsss

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Spinoza, por Onfray (4)

  Continuando...
  Onfray expõe seu ponto de vista sobre a Ética, caracterizando-a eminentemente como uma obra de cunho existencial. Ele diz:
  "A obra propõe uma salvação pessoal. Para tanto, deve-se alcançar a consciência de si, de Deus e das coisas. Saber quem somos, o que somos, como pensamos, quais afecções nos trabalham, a maneira como as paixões nos habitam, de que maneira o desejo nos atormenta; depois, saber como designar Deus, o que ele é, claro, mas sobretudo o que não é, sua relação com a natureza, com a criação, com o real; enfim, saber o que define o real, as relações entre a substância una do mundo e seus modos múltiplos de aparição ao entendimento.
  Eis o projeto pelo qual o indivíduo pode encontrar seu lugar no mundo, no real, no cosmo, sua razão de ser com outrem, a fim de dar um sentido à sua existência. Porque se trata de filosofar para chegar à Alegria e criar a Beatitude. O projeto espinosista é portanto do âmbito do eudemonismo mais clássico: o soberano bem coincide com esse júbilo".
  É verdade que, para quem já entrou no "espírito spinozano", o trecho acima citado não apresenta grandes novidades. Mas vale a pena registrar que, para quem só conhece Spinoza pelo rótulo de "um dos três grandes racionalistas", um projeto existencial como fundamento da Ética pode representar uma novidade. Normalmente, quem se defronta pela primeira vez com a obra vê nela apenas um grande tratado que fundamenta a "realidade" a partir de uma Metafísica bem estruturada, passando por um encadeamento estritamente matemático e chegando até o comportamento humano, como parte desse todo.
  É verdade que o livro não deixa de seguir esse "roteiro" esperado, mas o "telos" é justamente a Alegria. Quem está em primeiro plano não é o mundo, mas o homem.
   Dito isto, que venha o "Spinoza, por Onfray (5)"!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Os piores cenários possíveis (2)


   Continuando o post, do ponto onde parei:  o ecossocialismo.
  
   "O ecossocialismo seria um sistema baseado não só na satisfação das necessidades humanas, democraticamente determinadas, mas também na gestão racional coletiva das trocas de matérias com o meio ambiente, respeitando os ecossistemas".
   Como eu já disse no post anterior, pela responsabilidade que isso requer, dever-se-ia ter uma sociedade formada por cidadãos muito conscientes, o que eu acho muitíssimo difícil, mas...
   O autor do texto encontra, inclusive, uma crítica à tese da neutralidade das forças produtivas - tese que predominaria na esquerda no século XX -, ao indicar que "essa crítica poderia se inspirar... em observações de Karl Marx sobre a Comuna de Paris: os trabalhadores não podem se apropriar do aparelho do Estado capitalista e colocá-lo para funcionar a seu serviço. Eles devem 'rompê-lo' e substituí-lo por um outro de natureza totalmente distinta, uma forma não estatal e democrática de poder político".
  Aqui, inclusive, aparece uma ideia de "forma democrática de poder político" em Marx, o que nos indica que, em certo grau, mesmo sob a tal "ditadura do proletariado", enquanto resistência ao retorno do poder baseado no desejo dos capitalistas, tem que haver "democracia" para o povo.
  O autor continua, dizendo, então, que "as próprias forças produtivas devem ser profundamente modificadas... O conjunto do sistema produtivo tem que ser colocado em questão do ponto de vista de sua compatibilidade com as exigências vitais de preservação do equibilíbrio ecológico. Isso significa, a princípio, uma revolução energética: a substituição das energias não renováveis...".
  Aqui, um tema diferente cruza nosso caminho, tema que poderia ser destacado em um post futuro: o Brasil capitaneava o "combustível verde", com o álcool combustível e o biodiesel, e agora, com o Pré-sal, colocamos a responsabilidade de nosso crescimento no petróleo. Será que não há algum contrassenso aqui?
   Mas, voltemos.
  A parte final do texto diz: "Mas é o conjunto do modo de produção e de consumo que deve ser transformado". O autor indica que deve haver um movimento que suprima as "relações de produção capitalistas", iniciando uma "transição ao socialismo". E ele explica claramente sua perspectiva de socialismo, dizendo: "Entendo por socialismo a ideia originária... que não tem muito a ver com os pretensos regimes 'socialistas' que ruíram a partir de 1989: trata-se de uma 'utopia concreta' - para utilizar um conceito de Ernst Bloch - de uma sociedade sem classes e sem dominação, em que os principais meios de produção pertencem à coletividade, e as grandes decisões sobre os investimentos, a produção e a distribuição não são abandonadas às leis cegas do mercado, a uma elite de proprietários, ou a um bando burocrático, mas tomadas, depois de um amplo debate democrático e pluralista por toda a população".
  Em tese, particularmente, a coisa me parece muito bonita, mas, talvez por um excesso de ceticismo, eu duvido um pouco da práxis disso.
  O fechamento do parágrafo é bastante forte e emblemático. O autor escreve: "O que está em jogo mundialmente nesse processo de transformação radical das relações dos seres humanos entre si e com a natureza é uma mudança de paradigma civilizacional".
  Novamente, não há como deixar de reconhecer a empolgação do autor com o tema e sua qualidade literária.
  Espero que essa "mudança de paradigma civilizacional" esteja próxima de ocorrer.
  O autor apresenta várias ações que poderiam ser imediatamente implementadas, das quais eu destaco as seguintes:
  - substituição progressiva da energia fóssil por fontes de energia "limpa";
  - desenvolvimento subvencionado da agricultura orgânica; 
  - promoção de transportes públicos baratos ou gratuitos;
  - redução do tempo de trabalho como resposta ao desemprego e como visão da sociedade que privilegia o tempo livre em relação à acumulação de bens.
   Antes de comentar essa lista, gostaria de apresentar um trecho do último parágrafo do texto.
  "A lista de medidas necessárias existe, mas dificilmente é compatível com o neoliberalismo e com a submissão aos interesses do capital. Cada vitória é importante, sob a condição de... se mobilizar imediatamente para um objetivo superior, numa dinâmica de radicalização crescente".
  Sobre a lista, temos alguns aspectos interessantes. O primeiro é a insistência na substitiução das fontes "sujas" por outras mais "limpas". Em relação a isso, volto a insistir que o Brasil deu um passo a trás, apostando todas suas fichas na exploração do petróleo do Pré-sal. Aparece, na lista, em seguida, uma tentativa de valorização da agricultura orgânica, em detrimento da "agroindústria". Não sei se aparece só o pensamento ecológico, nessa ideia, ou se já haveria algum viés político, já que uma plantação mais "natural" viabilizaria uma certa socialização da produção agrícola.
  Agora, meu maior destaque seria para as duas últimas sugestões. Digo isso, porque Saturnino Braga, num livro que já citei no blog, e ao qual prometi voltar a comentar, indica essas duas ações como necessárias às melhorias sociais. Ele chega a sugerir a proibição total de carros nos centros urbanos, substituídos por transportes de massa absolutamente gratuitos. E, em relação à redução da jornada de trabalho, já foi tema de post e comentários, aqui no blog.

  Ainda dentro do presente tema, a revista "Filosofia - Ciência & Vida" deste mês, nº 41, traz como matéria de capa "Marx e a Ecologia", cujo subtítulo é "Sustentabilidade e consumo consciente já eram estudados pelo pensador. Entenda como ele relacionava esses conceitos à justiça social".

  Depois que eu ler a matéria, registro algo aqui.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Feliz Olhar Novo", de Drummond


   Quero agradecer o presente que nossa amiga Marise enviou em seu último comentário. Como, normalmente, entre os comentários, ele ficaria mais "escondido", resolvi disponibilizá-lo para todos os amigos nesse post.
   Além do presente, tenho que registrar a gentileza das suas palavras, e dizer que eu é que tenho a agradecer sua amizade e o meu aprendizado lendo seus maravilhosos blogs.
   Não posso deixar de dividir com todos os amigos do blog o elogio que ela fez ao nosso "excelente trabalho".
   Obrigado a todos pela "construção" do blog e, através desse post, especialmente à Marise, pela sua gentileza.
   Compartilhemos o nosso presente, "adaptado" para esse ano de 2010.

FELIZ OLHAR NOVO


  O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
  Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.
   Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2010 não vai ser diferente.
  Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja,mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
  Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
  Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...
  Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
  Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial...
  Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!
  "Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"

(Re)começando

  
   Pronto, estamos em 2010. Espero que todos tenham tido uma boa passagem de ano.
   Está na hora de recomeçar o trabalho... ou melhor, a diversão.
   Primeiro... os "comentários aos comentários" dos "amigos dos amigos".