Aníbal Werneck de Freitas postou um comentário no nosso Spinoza e amigos falando sobre o seu "tipo" de ateísmo. Informou-nos que era ateu para o Deus judaico-cristão, mas que seria um agnóstico em relação ao Deus de Spinoza - um deus imanente, que é a própria Natureza (embora não apenas a parte física desta).
Aníbal está muito bem acompanhado na sua descrente-crença, pois Einstein dizia que seu Deus era o Deus de Spinoza. Se bem que o grande físico não se dizia agnóstico em relação a este deus, mas efetivamente um crente nele.
Parabenizo Aníbal pela força de sua crença, que, conforme ele conta no comentário, fez com que criasse suas filhas "sem religião". É uma característica - penso - incomum. O que vemos mais rotineiramente é uma criação dentro de algum sistema religioso, que depois vai se tornando menos significativo, à medida que a criança começa a reconhecer que há dogmas um tanto difíceis de passarem por uma crítica mais racional. De qualquer forma, deve ter ajudado o fato de sua esposa também ser ateia. Sob esse ponto de vista, ficaria muito difícil criar um ambiente de falsa crença religiosa, apenas para "satisfazer" aos padrões sociais.
Pede o amigo licença para divulgar, aqui entre nós, o blog onde lança suas ideias. Eu, como gosto de registrar sempre, considero que este espaço é construído por todos os que passam por aqui com interesse real nos assuntos que aparecem. Sendo esse o caso do Aníbal, faço logo a divulgação do seu blog, que é o "Dominus", podendo chegar-se até lá pelo endereço http://tucanlino-dominus.blogspot.com/ , o qual segue uma linha agnóstica, segundo nos informa o próprio Aníbal.
Feito!