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sexta-feira, 6 de maio de 2022

O fim da Metafísica

 

       A Metafísica vive sendo "assassinada". Lembro que, desde a graduação, eu explicava a um colega de turma, que se dizia "materialista", que esta posição acabava sendo a adoção de uma, dentre algumas, opções metafísicas de encarar a realidade.
    Lembrei disso agora, depois de ler uma crítica de Heidegger a Sartre, em Carta sobre o humanismo, quando diz:

    O existencialismo diz que a existência precede a essência. Nesta afirmação, ele está tomando existência e essência de acordo com seus significados metafísicos, que, desde a época de Platão, disse que essência precede existência. Sartre inverte essa afirmação. Mas a reversão de uma afirmação metafísica permanece uma afirmação metafísica. 

   Pois é...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Metafísica e botequim

   
   O calor no Rio está demais. Parece que comprei uma passagem para o Inferno... o qual, não se pode negar, aparentemente tem suas vantagens. Rsss.
   Uma dessas vantagens é a cerveja Original - algo como a Antártica das antigas - bem gelada, nos botecos da vida.
   Pois bem... depois de resolver coisas no banco, na papelaria, na livraria, etc. e tal, parei para degustar uma Original. Obviamente, tenho que descansar carregando pedra, e levei comigo o livro Metafísica: conceitos-chave em Filosofia, de Brian Garrett, publicado pela Artmed, em 2008.
   Eis que estava acabando minha cervejinha, quando, concluído o capítulo sobre "Livre-arbítrio", deixei o livro sobre a mesa do bar/botequim. Curiosamente, um homem na mesa ao lado disse: "Metafísica? Tem que beber muito para abstrair a tal ponto!". Eu, rindo, concordei. E disse: "É mesmo, uma cervejinha ajuda esse tipo de leitura". O papo, então, começou. Ele disse que era formado em Matemática, mas que sofrera um acidente de moto onde perdera massa encefálica e que, dali em diante, aposentado, só se preocupava com coisas mais "leves" - por exemplo, beber uma cerveja pela manhã e outra à tarde. E, concluindo o papo, disse que, se continuássemos conversando, eu acabaria jogando fora o meu livro de Metafísica. Eu comentei: "Por enquanto, não! Ainda tenho umas abstrações a realizar!"
   Não é interessante como até a Metafísica pode render um certo papo de botequim? Rssss.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Eu sou um metafísico

   Sempre faço questão de afirmar, em conversas com os amigos - mas também com os "adversários" -, que sou um "metafísico". Ao contrário das tendências "contemporâneas" e "pós-modernas", sou um "antigo-medieval-renascentista-moderno" metafísico. E, pior, ainda acredito em "Sistemas". 
    Parodiando Vinícius de Moraes, "Os contemporâneos que me perdoem, mas uma visão sistemática de mundo é fundamental!". Rsss.
   É certo que chamar um "moderno" para concordar comigo não é uma manobra totalmente isenta... mas, sabemos bem que o homem é tudo, menos completamente isento e desinteressado.
   Chamo "ao palco", então, Herr Kant para repetir o que escreveu  nos Prolegômenos, embora, com outras palavras, a ideia esteja também na Crítica da Razão Pura. Com a palavra, o Sr. Immanuel. Palmas para ele! (Clap, Clap, Clap!)
   "Que o espírito humano venha a renunciar totalmente às investigações metafísicas, é de esperar tão pouco como se, para não mais respirar o ar impuro, renunciássemos preferível e totalmente ao ato de respiração. Existirá, portanto, sempre no mundo e, mais ainda, em todo homem, principalmente naquele que reflete, a metafísica...".
   Obrigado, Sr. Kant. Foi um prazer tê-lo conosco nessa manhã. Palmas, novamente, pessoal!
(Referência: "Como é possível a metafísica como ciência?", nos "Prolegômenos")