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terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Sinto vergonha de mim", de Ruy Barbosa


     O final do poema em questão dá mesmo o que pensar:

   "... De tanto ver triunfar as nulidades,
    de tanto ver prosperar a desonra,
    de tanto ver crescer a injustiça,
    de tanto ver agigantarem-se os poderes
    nas mãos dos maus,
    o homem chega a desanimar da virtude,
    a rir-se da honra,
    a ter vergonha de ser honesto".

quinta-feira, 28 de março de 2013

Jacob Burckhardt (2)

   Somente lendo sobre Burckhardt - ainda na Introdução, escrita por Peter Burke, ao A cultura do Renascimento na Itália - é que entendi completamente porque nossa "amiga dos amigos" Maria é tão apaixonada por História.
    Vejamos o que Burke conta:
    "Sua [de Burckhardt] postura estava tão distante do positivismo quanto de Hegel. Enquanto os positivistas viam a história como uma ciência e a atividade do historiador como uma coleta de 'fatos' retirados dos documentos e o relato 'objetivo', segundo eles, do que 'efetivamente' acontecera, Burckhardt via a história como uma arte. Para ele, esta era uma modalidade da literatura imaginativa, aparentada à poesia".
   Conhecendo a paixão de nossa amiga pela poesia, e sabendo que um historiador como Burckhardt consegue aproximar História e Poesia, compreendi tudo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Montaigne e a poesia

   Uma bem curtinha.
  Segundo Michel de Montaigne (1533-1592), "Na verdade,  Filosofia é poesia sofisticada".
   Se nosso amigo Platão ouve isso, hein! Depois de expulsar os poetas da politeia, teria que expulsar os filósofos! Rssss.