sábado, 8 de dezembro de 2018

Por que se vota em alguém?


   Pesquisadores como M.M. Castro (Sujeito e estrutura no comportamento eleitoral), M. Figueiredo (A decisão do voto: democracia e racionalidade) e Angus Campbell (The American Voter) tentam responder à pergunta do título do post.
   Num resumo, poderíamos pensar em três tipos de escolhas de candidatos, que são explicados pelas seguintes escolas:

   1) Escola Sociológica - a escolha se baseia na identidade cultural do votante, ou seja, no contexto social do grupo ao que o eleitor pertence. Em alguma medida, de modo bastante simplificado, poder-se-ia pensar na "classe social". Para este tipo de votante, a campanha eleitoral tem pouco efeito, visto que não modificaria o pensamento da classe como um todo.

   2) Escola Psicológica - também chamada de Escola Emocional. Apesar de não negar a contribuição do grupo social do votante, considera-a insuficiente para explicar a motivação da escolha. Muito mais importante, segundo esta proposta teórica, seria o processo de socialização política do indivíduo. Este processo acaba sendo um amálgama de vários elementos, não apenas vivenciados de forma coletiva - como no grupo social em que se está inserido -, mas com forte viés das experiências individuais.

   3) Escola Econômica - também chamada de Escola Racional. Segundo esta escola, os eleitores, como alguém que procura um produto em um mercado, visam maximizar seus próprios interesses, através do voto, sendo movidos, portanto, exclusivamente por motivações egoístas.

   Apesar de a Escola Econômica ter ganho relevância na tentativa de explicar as motivações dos eleitores, admite-se que esses modelos puros são limitados para uma justificativa completa da escolha do eleitor. O melhor seria, então, definir proporções em que cada eleitor reage diante da possibilidade de escolha. Assim, poderíamos falar de tendências de seguir um padrão de escolha, muito mais do que a determinação de fazê-lo.

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